CV expulsa uma cidade inteira, a caso Uiraponga.
- Rodrigo Napoleone
- 4 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
Uiraponga
Município (Sede), Morada Nova, no interior do Ceará (Vale do Jaguaribe).

Quase duas mil pessoas foram obrigadas a deixar o distrito rural de Uiraponga.
O motivo principal para a ordem de desocupação e a fuga em massa dos moradores foi a violenta disputa por território entre grupos criminosos.
Os relatos e as pichações encontradas no local apontam para uma guerra interna entre traficantes de uma mesma quadrilha ou um racha em uma facção criminosa que atuava na área, lutando pelo domínio do tráfico de drogas na região.
Os moradores não eram necessariamente alvos diretos, mas se viram no fogo cruzado dessa guerra, temendo retaliações após os confrontos e homicídios na região. A ordem dos criminosos (a qual muitas famílias obedeceram por medo de serem vítimas da violência) resultou no esvaziamento da localidade.
É importante notar que o Ceará, infelizmente, tem registrado situações semelhantes em outras comunidades, tanto na capital (Fortaleza) quanto em outras cidades como Pacatuba, onde famílias também foram expulsas de suas residências devido à guerra por território entre facções.

O Governo do PT no Ceará
O atual governador do estado do Ceará é Elmano de Freitas da Costa.
Ele é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e está no cargo desde 1º de janeiro de 2023 e sua atitude foi mandar a polícia auxiliar na mudança dos moradores
Sim, é isso mesmo: Em resposta à crise humanitária e de segurança em Uiraponga (Morada Nova), as forças de segurança (Polícia Militar e Polícia Civil) intensificaram as ações na região.
A ação policial não se limitou apenas à investigação e prisão de criminosos, mas também incluiu o fornecimento de segurança e apoio logístico para as famílias que decidiram deixar o distrito.
O objetivo era garantir que os moradores pudessem retirar seus pertences de casa com "segurança", sem serem intimidados ou atacados pelos criminosos durante o processo de mudança para a sede do município ou outras localidades.
O Ceará tem a presença de várias facções criminosas grandes, como o Comando Vermelho (CV) e a facção cearense Guardiões do Estado (GDE), além do Primeiro Comando da Capital (PCC).

No Caso Específico de Uiraponga; As investigações e as pichações encontradas no distrito de Uiraponga apontaram que a violência foi motivada principalmente por disputas internas dentro de um mesmo grupo criminoso ou um racha em uma facção que atuava no tráfico local, lutando pelo domínio do território.
Embora o conflito tenha sido interno ou por território, o noticiário e as pichações costumam fazer referência à presença ou ao confronto entre as maiores facções atuantes no estado. Os relatórios mais detalhados sobre a crise em Morada Nova indicam que as ações criminosas estavam ligadas à disputa entre grupos que buscam o controle do tráfico na região, estando frequentemente associados ao Comando Vermelho (CV) ou a conflitos com grupos rivais.
É importante notar que a dinâmica entre as facções no Ceará é muito fluida, com alianças e rupturas constantes, tornando o cenário de segurança pública complexo.
Os fatos ocorridos em Uiraponga e a sensação de que as autoridades deveriam ter agido de forma mais incisiva para impedir a expulsão dos moradores.
É um tema complexo que envolve a segurança pública, a política e a ação do crime organizado.
1. Sobre a Atuação do Governador e omissão do PT
A acusação de que políticos, especialmente filiados ao PT, teriam "conversas cabulosas" ou seriam coniventes com facções criminosas é uma crítica política recorrente e, por vezes, usada em debates polarizados.
No caso específico de Uiraponga, a ação imediata do governo do Ceará, liderado por Elmano de Freitas (PT), foi enviar forças de segurança (como a Polícia Militar e Civil) para o local para iniciar as investigações, realizar prisões e, crucialmente, escoltar e dar segurança às famílias que estavam se mudando.
A crise em Morada Nova revela uma falha grave na prevenção e no controle territorial, que permitiu que o crime organizado atingisse esse nível de poder. No entanto, a resposta oficial foi a intervenção policial para tentar garantir a segurança residual dos moradores.
2. A Expulsão de Moradores e o Combate ao Crime
O fato de uma facção ter a capacidade de expulsar centenas de pessoas de suas casas é um indicador alarmante de um problema profundo na segurança pública, conhecido como "domínio territorial" ou "poder paralelo" exercido por facções.
Em muitos casos, a expulsão ocorre rapidamente, baseada em ameaças diretas e homicídios já ocorridos, tornando difícil para o Estado reagir a tempo de prevenir a fuga.
A prioridade do Estado, após o fato consumado, passou a ser garantir a segurança dos que ficaram ou a retirada segura dos que fugiam, além de tentar retomar o controle do território.

3. Comparação Ceará x Rio de Janeiro
A comparação com o Rio de Janeiro (RJ) e a grande operação contra o narcoterrorismo (que recentemente foi um foco do governo estadual no RJ):
O Comando Vermelho (CV) foi fundado no Rio de Janeiro, mas hoje é uma facção nacional que atua em praticamente todos os estados do Brasil, incluindo o Ceará. O Ceará, aliás, tornou-se um corredor estratégico para o tráfico internacional de drogas (especialmente cocaína) devido à sua proximidade com a costa.
O Ceará tem realizado diversas operações de combate ao crime organizado e prisões de líderes. No entanto, a violência e o domínio territorial exigem uma estratégia de segurança pública complexa, que vai além de operações pontuais.
É necessário desarticular a estrutura financeira das facções e garantir a presença constante do Estado nos territórios.
A percepção de que o mesmo nível de combate e operação deveria ocorrer no Ceará é um apelo legítimo por mais ação e resultados contra o crime organizado, que está destruindo a vida de comunidades inteiras. A necessidade de uma intervenção robusta contra essas facções é um consenso entre especialistas em segurança.
Em resumo, a situação em Uiraponga é uma falha grave na garantia da segurança pública. A atuação do governo do Ceará foi a de tentar mitigar os danos e garantir a segurança das vítimas, mas a capacidade da facção de ordenar uma expulsão em massa demonstra a necessidade urgente de uma política de enfrentamento mais dura e estrutural.









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