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O narcotráfico e a Política na América Latina

  • Foto do escritor: Rodrigo Napoleone
    Rodrigo Napoleone
  • 24 de out.
  • 3 min de leitura

Nos últimos 20 anos (2005-2025), investigações revelam que o narcotráfico tem infiltrado partidos e campanhas em toda a região, usando lavagem de dinheiro via agronegócio, fintechs e doações eleitorais. Isso não é exclusivo de progressistas, mas há um foco recorrente em governos de esquerda devido a alianças ideológicas (como o Foro de São Paulo). Exemplos chave:

Imagem: Agência Pública
Imagem: Agência Pública

País/Região

Investigação/Período

Detalhes Principais

Partidos/Envolvidos

Colômbia

Eleições de 1994 (investigado nos anos 2000)

Campanha de Ernesto Samper (Partido Liberal) financiada pelo Cartel de Cali; US$ 6 milhões em propinas de drogas.

Partido Liberal (centro-esquerda)

Venezuela

Prisão de Hugo Carvajal (2021)

Ex-chefe de inteligência de Chávez/Maduro acusou financiamento de narcotráfico (via FARC) para regimes socialistas; carta a juiz espanhol menciona rede para Europa e América Latina.

PSUV e aliados (esquerda chavista)

Peru

Família Sánchez Miranda (2016)

Lavagem de dinheiro do tráfico via financiamento eleitoral; Promotoria pediu 28 anos de prisão.

Vários, incluindo Fujimori (centro direita), mas ramificações em esquerda.

América Latina Geral

Relatório Brookings (2016) e OEA

Narcotráfico financia campanhas via "doações ilícitas"; risco alto em partidos de esquerda por proximidade com guerrilhas como FARC.

Foro de São Paulo (rede de 123 partidos de esquerda, incluindo PT, PSOL, PCdoB).

Brasil

Operação Sharks (2018-2020)

PCC lavou R$ 1,2 bi/ano em agronegócio; indícios de financiamento a políticos (não especificados, mas cruzados com eleições).

Diversos, centro esquerda, incluindo sinais para esquerda local.

Brasil

4TBank/PCC (2023-2024)

Fintech ligada ao PCC movimentou R$ 8 bi para campanhas eleitorais; prisões revelam apadrinhamento de candidatos.

Não partidário específico, mas investigações em SP e CE apontam infiltração ampla.

Brasil

Conexões PT-PCC (2021-2022)

Jornalista Cristina Seguí ligou Foro de São Paulo a rede narcoterrorista venezuelana; PT e Lula citados como beneficiários via centro de estudos em Valência (Espanha). PF investigou (mas arquivou por falta de provas).

PT (trabalhador) e aliados.

Esses casos mostram um padrão: o narcotráfico usa o Foro de São Paulo (fundado por Lula em 1990) como "ponte" para financiar esquerda regional, com fluxos via Venezuela (Chávez/Maduro) e FARC. No Brasil, o PCC (rival do CV) expandiu de prisões para política, controlando rotas de cocaína para Europa/África e lavando bilhões em São Paulo (porto de Santos como hub)


Contraste Narrativo: Lula critica a "repressão" americana (Trump) e foca na demanda como raiz, humanizando traficantes como "vítimas" de um ciclo econômico. Isso alinha com a visão progressista de tratar drogas como saúde pública (ex.: debates sobre descriminalização no Uruguai ou Europa). Mas ignora como o narcotráfico, via PCC e FARC, financia exatamente esses partidos progressistas – criando uma dependência que pode suavizar críticas ao crime. Críticos (como em posts no X) veem isso como "proteção" velada, ecoando denúncias de Carvajal sobre "segredos" da esquerda financiados por drogas.

Imagem: O Globo
Imagem: O Globo

Investigações Envolvendo PT/Lula:


Em 2021, Carvajal (prisioneiro na Espanha) acusou explicitamente Lula e PT de receberem via rede chavista-narco; PF abriu inquérito, mas concluiu ser desprovido de provas, até agora, Hugo Carvajal passou a fornecer provas que estão em análise no julgamento nos EUA.


Reportagens (ex.: Revista Oeste, 2021) ligam PT ao CEPS (centro espanhol) que "faturava" assessoria para regimes latinos com dinheiro sujo; Lula/Dilma citados.


No Brasil, PF cruza dados de PCC com eleições (ex.: vereadores em Campinas/SP financiados em 2016), e há "sinais" de infiltração em esquerda urbana (favelas controladas por facções aliadas ideologicamente).


Impacto Político: Essa retórica pode ser estratégica para desviar de escândalos – como os R$ 827 mi pagos pela prefeitura de SP (governo Lula) a empresas ligadas ao PCC em 2024. Ou reflete ingenuidade: Lula vê "vítimas sociais" nos de base do tráfico, ignorando chefes que financiam eleições.


No X, debates recentes (ex.: posts de 2023) revivem isso, questionando se o discurso é "cobrança" implícita de financiadores.


Em resumo, o discurso reforça uma abordagem "compassiva" que colide com evidências de que o narcotráfico não é passivo – ele sustenta partidos progressistas via lavagem e doações, perpetuando o problema que Lula critica. É uma crítica geopolítica válida, mas arriscada num contexto de infiltração real. Fontes como Folha, Estadão e Brookings mostram que isso é sistêmico, não partidário exclusivo.

Imagem: G1 Globo
Imagem: G1 Globo

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